Quaest, 1º turno: Lula, 37%; Flávio Bolsonaro, 33%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 1% 🧶Veja o fio: 1. Em nova pesquisa Quaest (clique aqui para ver os dados), Lula e Flávio aparecem, pela primeira vez, tecnicamente empatados no limite da margem de erro (37% x 33%) em cenário de 1º turno. Cury continua oscilando para baixo (6%).

Os outros candidatos somam 9%. Indecisos são 8%; e 7% dizem que não vão votar em ninguém. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 2.

Entre os muito interessados na eleição, Lula aparece com 43% e Flávio com 41% no 1º turno. Os outros candidatos somam 10%. A menos que todos esses eleitores de outros migrem para os dois mais bem colocados, o que não parece razoável, a eleição vai para o 2º turno.

Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 3. No cenário de segundo turno mais provável, Flávio e Lula continuam empatados. O candidato do PL mantém os 42% (na margem pode ter de 40% a 44%), enquanto o candidato do PT oscila positivamente para 41% (podendo chegar entre 39% e 43%).

Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 4. Entre as oscilações relevantes, destaco o movimento positivo de Lula entre as mulheres. Distância Lula x Flávio que era de 3 pontos percentuais na semana passada, foi para 7 pontos nesta semana.

Entre homens, situação estável. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 5. Mas esse movimento entre mulheres não parece ter acontecido entre beneficiários do Bolsa Família.

O anúncio do aumento do benefício pelo governo não funcionou, pelo menos por enquanto, para atrair mais intenção de voto nesse segmento. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 6. Flávio mantém sua vantagem numérica ampliando, nesta semana, a intenção de voto entre eleitores de renda alta.

Foi um dos maiores movimentos pró-Flávio nesta semana. A vantagem que ele tinha para Lula era de 13 pontos percentuais e agora foi para 20 pontos. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 7.

Também chama atenção o aumento da vantagem de Flávio entre evangélicos. Enquanto a distância entre os dois continua estável entre católicos, Flávio aumenta a vantagem sobre Lula entre evangélicos de 23 para 30 pontos. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 8.

Há um indicador que continua projetando esse empate entre os dois principais candidatos. O medo da continuidade do governo Lula continua empatado com o medo da volta da família Bolsonaro ao poder: 43% x 42%. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 9.

Embora as intenções de voto ainda não tenham se alterado entre beneficiários do Bolsa Família, o medo da volta do Bolsonaro tem aumentado nesse segmento nos últimos 15 dias. Um sinal positivo para os interesses eleitorais do governo. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 10.

Há dois indicadores que ainda jogam contra o atual incumbente: primeiro, a aprovação do governo: 50% continuam dizendo que desaprovam o governo Lula, enquanto 44% aprovam. Lula precisa de, pelo menos, 46% de aprovação para chegar favorito na reta final da campanha. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 11.

O resultado só não é mais desafiador para o presidente porque a comparação é com o governo anterior. Na comparação direta, 42% acham que Lula 3 é melhor e 42% acham que é pior do que foi o governo Bolsonaro. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 12.

A percepção sobre a vida econômica também joga contra o governo. Apenas 10% dos brasileiros afirmam que perceberam um aumento de renda superior ao custo de vida. Para 33%, a renda não aumentou, e 24% dizem que a renda aumentou menos que o custo de vida.

Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 13. A favor de Lula está o percentual majoritário que acredita que ele vá vencer a eleição. É o bandwagon effect — ou “efeito adesão ao vencedor”.

Quem parece que vai vencer tende a se expressar mais, o que acaba mobilizando mais gente em volta. Em eleições competitivas, a expectativa de vitória funciona como capital político. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 14.

A crise do banco Master começa a produzir mudanças de percepção. O eleitorado deixa de criticar todo mundo e passa a ver efeito negativo sobre Bolsonaro (21%), o STF (16%) e Lula (11%). Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 15.

Mas esse efeito é fruto de uma narrativa política. Do lado lulista, aumentou quem acredita que a família Bolsonaro seja a mais afetada pela crise. Do lado bolsonarista, aumentou quem coloca o peso sobre Lula e o STF.

Ou seja, a crise começa a produzir narrativas políticas eficazes para mobilizar os dois lados. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 16. A crise do Supremo, por sua vez, continua mobilizando eleitores.

Embora a maioria diga que seu voto não será afetado pela crise, passou de 22% para 26% os que afirmam que a crise reforça a escolha presidencial atual. Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 17. Esse aumento, nesta semana, aconteceu especialmente entre o eleitorado de esquerda.

Nos demais segmentos, estabilidade. Ou seja, a reação observada depois da última semana é claramente mais mobilizadora para Lula. Detalhe importante: 11% dos independentes estão pensando em mudar seu voto diante dessa crise.

Fio do professor Felipe Nunes - 21 de setembro Reprodução/Quaest 18. A Quaest entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 17 e 20 de setembro; a margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiabilidade é de 95%. Registro no TSE: BR-06004/2026.