Logo da Anthropic em ilustração feita em junho de 2026. Dado Ruvic/Reuters A Anthropic anunciou nesta quarta-feira que seu modelo de inteligência artificial Claude ajudou a descobrir um novo sistema enzimático com propriedades que lembram os mecanismos da tecnologia de edição genética CRISPR, marcando o primeiro resultado dos esforços de pesquisa em biologia da companhia de IA.
A descoberta ocorre poucos dias depois que a Reuters noticiou que a Anthropic criou discretamente um laboratório biológico na região da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos, à medida que a empresa expande suas ambições nas ciências da vida e na pesquisa relacionada a medicamentos.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Anthropic disse que o Claude analisou grandes bancos de dados de DNA e encontrou um sistema incomum construído em torno de uma transcriptase reversa (RT), uma enzima que copia o RNA para o DNA. A Anthropic batizou o sistema de “transcriptases reversas associadas a arranjos”, ou ART.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O ART contém sequências repetidas de DNA que se assemelham a padrões observados no CRISPR, afirmou a Anthropic. A empresa observou que, embora a RT subjacente já tivesse sido identificada em estudos anteriores, o Claude parece ter sido o primeiro a reconhecer características-chave do sistema mais amplo, incluindo uma matriz de sequências de DNA não codificantes e uma proteína adicional de função desconhecida.
Trecho de uma sequência de DNA analisada durante a pesquisa, com padrões repetidos destacados. Divulgação/Anthropic LEIA TAMBÉM: Espécie achada em esterco de gado pode explicar a origem do 'cogumelo mágico' mais cultivado do mundo Cientistas encontram fóssil de tiranossauo gigante que pode ser parente antigo do T. rex Estudos sugerem que o Sol 'fugiu' do centro da Via Láctea junto com estrelas gêmeas Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas
