TSE diz que eleição transcorreu em segurança e que as dificuldades com prorrogação não comprometeram o processo eleitoral A votação no Brasil foi prorrogada em duas horas por problemas no transporte público e eventos climáticos. No domingo (25) mesmo, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória de Lula no segundo turno e afirmou que a eleição transcorreu em segurança.

Às 13h22, a coligação do candidato Lula, do PT, pediu ao TSE a prorrogação do horário de votação em três municípios baianos - Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Afirmou que houve redução na oferta de transporte público, o que teria prejudicado a ida dos eleitores às urnas.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Por volta de 14h30, um pouco mais de uma hora depois do pedido do PT, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, disse que iria solicitar um relatório sobre a situação ao TRE da Bahia para decidir o que fazer. “Primeiro, essa análise é feita pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e, posteriormente, repassada ao TSE. Eu soube que já há demanda no TSE nesse sentido.

Isso, certamente, como toda e qualquer ação, será analisado a seu tempo”, disse o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. Às 15h42, o PT ampliou o pedido de prorrogação do horário de votação para cidades de nove estados: Roraima, Pará, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Alegou o mesmo problema: falta de transporte público.

No mesmo horário, a campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, também pediu a prorrogação da votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Os advogados do PL afirmaram que as chuvas provocaram alagamentos, falta de energia e dificuldades de deslocamento, que estavam impedindo eleitores de chegar aos locais de votação.

Sem uma decisão do presidente do TSE, às 15h46, a campanha do PT acionou também o STF - Supremo Tribunal Federal para pedir a prorrogação da votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Por sorteio, o caso ficou com o ministro Cristiano Zanin. Às 16h07, o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, intimou o TRE da Bahia a apresentar um relatório oficial sobre a situação no estado.

Pediu uma resposta em até meia hora. O TRE baiano informou que só foi notificado do pedido às 16h50, dez minutos antes do fechamento das urnas. Ainda sem a manifestação do TSE, às 17h01, Cristiano Zanin prorrogou por duas horas o horário de votação em todo o país.

As urnas já haviam sido fechadas na maioria das seções eleitorais. E, uma vez fechado, o sistema da urna não permite a retomada da votação. O TRE do Distrito Federal, por exemplo, informou que não foi notificado e as seções concluíram o trabalho às 17h.

Em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, eleitores tentaram votar, mas encontraram os portões fechados. O TRE de São Paulo informou que todas as zonas eleitorais do estado foram notificadas e que as seções que ainda não haviam sido encerradas cumpriram a prorrogação. Às 17h49, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, emitiu um ofício orientando os presidentes dos TREs a cumprir a decisão nas seções eleitorais que ainda estivessem abertas.

Pouco depois, às 18h, o ministro Cristiano Zanin divulgou um esclarecimento. Afirmou que as duas candidaturas alegaram problemas no transporte de eleitores, razão pela qual concedeu a medida liminar para prorrogar a votação. Zanin disse ainda que foi informado pelo TSE sobre o fechamento das urnas às 17h e que a decisão deveria ser cumprida nos locais onde as urnas não haviam sido fechadas.

Às 19h, a votação foi concluída em todo o país. Após votação ser ampliada por duas horas, TSE confirma vitória de Lula e diz que eleição transcorreu em segurança Jornal Nacional/ Reprodução Pouco antes das 22h, o presidente do TSE anunciou oficialmente a vitória de Lula e cumprimentou os dois candidatos: “Dirijo uma palavra aos dois candidatos que chegaram ao segundo turno da eleição presidencial. Registro que liguei para os dois candidatos para confirmar o resultado do pleito.

Ao candidato Flávio Bolsonaro, que pela primeira vez disputou a eleição presidencial e conquistou votação expressiva, parabenizo pela campanha. Ao presidente Lula, registro o reconhecimento da Justiça Eleitoral por sua participação em mais este processo democrático e pela expressiva vitória nas urnas. Sua trajetória política atravessa diferentes períodos da história democrática brasileira.

Participou como candidato de oito eleições, tendo vencido quatro delas”. Kassio Nunes Marques falou ainda que as dificuldades com a prorrogação de última hora da eleição foram superadas e não comprometeram o processo eleitoral: “Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial.

Houve a prorrogação, na forma em que ela foi decidida, a Justiça Eleitoral e o TSE cumpriram a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida e logo após demos fluência à totalização, recebimento dos pacotes do boletim, a totalização e a disponibilização. Então, temos toda a segurança de todo o processo eleitoral”. Um levantamento do g1 com dados do TSE mostra que cerca de 35 mil votos foram dados após às 17h.

A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no resultado final da eleição foi de mais de 4 milhões de votos. O levantamento do g1 analisou os logs de urna, que registram os eventos que cada equipamento grava automaticamente durante a votação. Ele funciona como um diário de bordo da urna, que informa o momento em que ela foi ligada, os horários dos votos e quando a votação terminou.

Não é possível saber para quem os votos foram dados. Esses arquivos preservam o sigilo.

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