Processo aponta que Jhonatan Silva Cruz, de 31 anos, foi executado por engano Arquivo pessoal Raimundo Nonato Oliveira Lopes e José Vagner Pinheiro da Silva foram condenados a mais de 50 anos de prisão em penas somadas pela morte do garçom Jhonatan Silva Cruz, de 31 anos, em maio de 2021, em Rio Branco. O julgamento ocorreu nessa segunda-feira (14).
👉 Contexto: O crime ocorreu na Rua das Palmeiras, bairro Belo Jardim, quando a vítima estava na varanda da casa de sua sobrinha de 15 anos e foi executado com vários disparos na cabeça e corpo. A Justiça concluiu que ele foi morto por engano após acusações de abuso sexual. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Os acusados foram representados pela Defensoria Pública (DPE-AC), que costuma não se manifestar sobre os casos.
Ambos irão cumprir as penas, inicialmente, em regime fechado. Veja abaixo a condenação de cada um: Raimundo Nonato Oliveira Lopes - 35 anos, seis meses e cinco dias de reclusão por homicídio qualificado, e por integrar a facção criminosa Bonde dos Treze (B13). Ele confessou que matou a vítima; José Vagner Pinheiro da Silva - 24 anos e um mês de reclusão, também por homicídio qualificado e integrar mesma facção criminosa.
O homem disse que ficou de tocaia e avisou quando o garçom chegou.
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A sentença reconheceu a incidência de duas qualificadoras para homicídio praticado pelos réus: motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ao ser interrogado, Raimundo Nonato disse que recebeu um áudio que confirmava que o garçom teria cometido supostos abusos sexuais. Após o crime, a sobrinha chegou a se esconder em dos quartos da casa, acreditando que seria a próxima a morrer.
A jovem relatou que ainda chegou a ser ameaçada e teve que deixar a capital acreana com os pais. A mãe da vítima explicou durante o júri que, desde o sepultamento do filho, passa por tratamento psiquiátrico e faz uso de medicação controlada. Jhonatan deixou a esposa e filho de seis anos.
Crime Jonathan foi assassinado após os réus, integrantes da facção criminosa Bonde dos Treze receberem um áudio que noticiava supostos abusos sexuais, contudo, a Justiça investigou e concluiu que ele não tinha qualquer relação com a situação. Familiares informaram que quando a sobrinha entrou na casa, o garçom que ficou na varanda foi surpreendido pelos criminosos. Ao ouvir o barulho, a adolescente retornou e encontrou a vítima de joelhos e com um homem apontando uma arma contra ele.
Após a ação, os bandidos fugiram do local. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas somente pôde atestar o óbito. O local foi isolado pela polícia para o trabalho da perícia e em seguida o corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos.
A Polícia Militar ainda fez buscas na tentativa de localizar os autores do crime, mas ninguém foi preso. Familiares informaram ainda que Cruz trabalhava como garçom em um restaurante de Rio Branco e que não tinha envolvimento com facção criminosa. Reveja os telejornais do Acre
