O presidente Lula durante entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro Reprodução/YouTube Rádio Tupi O candidato do PT à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta sexta-feira (18) que Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na disputa presidencial, tem ligação com milicianos e que o Master "virou banco" na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula fez os ataques ao candidato do PL durante entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.

O petista cumpre nesta sexta agenda de campanha no estado, que é berço político e reduto eleitoral de Flávio. "Tem um candidato a presidente ligado a miliciado no Rio de Janeiro, muita gente da família Bolsonaro ligado com miliciano. É preciso limpar a política e a polícia.

A sociedade brasileira tem que assumir a responsabilidade pelo futuro que quer. Acho inconcebível o Rio viver a realidade que vive", disse Lula. 🔎As suspeitas de elo entre Flávio e milicianos surgiram na época que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro e contratou em seu gabinete na Alerj parentes do miliciano Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do "Escritório do Crime".

Além disso, quando era deputado estadual, Flávio concedeu honrarias a policiais suspeitos de envolvimento com milícias. 🔎🔎O candidato do PL nega ligação com milicianos e diz que as condecorações dadas valorizavam policiais até então considerados "fichas-limpas". Caso Master Agora no g1 Durante entrevista, o presidente também fez menções ao escândalo Master, de fraudes financeiras bilionárias.

Lula disse que o Master, de Daniel Vorcaro, virou banco na gestão de Jair Bolsonaro. E que Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no governo petista. "O telefone do Vorcaro, o quanto ele esta nessa relação, maior escândalo de corrupção do país.

O Master não era banco, a família Bolsonaro que fez virar banco. E o Vorcaro virou prisioneiro no meu governo", declarou. 🔎O empresário Daniel Vorcaro obteve autorização regulatória para assumir o controle do Banco Máxima em 2019.

Em 2021, após a compra do Banco Vipal e um processo de reestruturação do Máxima, a instituição foi oficialmente rebatizada como Banco Master. Jair Bolsonaro presidiu o país de janeiro de 2019 a dezembro de 2022. Em outro momento da entrevista, Lula voltou a dizer que a corrupção do Master teve origem na gestão Bolsonaro e mencionou um encontro que teve com Vorcaro no Palácio do Planalto.

"Esse Vorcaro me procurou um dia, disse: 'Olha estão me prejudicando'. E eu falei: 'Se seu banco for correto, não vai fechar... E fechou porque não estava correto", relatou Lula.

'Como consertar a Suprema Corte?', questiona Lula Ainda sobre o tema, Lula foi questionado sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, resultante das revelações do escândalo Master. O petista disse que vê a crise institucional com "tristeza" e reafirmou que foi o governo Bolsonaro que fez Vorcaro "virar banqueiro". "Você vê um cidadão [Vorcaro], zé ninguém, o governo Bolsonaro fez virar banqueiro, envolveu bancos, outras pessoas.

Ele virou prisioneiro no meu governo. Ele [Vorcaro] corrompeu todo mundo, patrocinava orgia, trazia mulher para os bacanas brasileiros, envolveu deputado, senador, Suprema Corte, todo mundo", disse. Lula afirmou que, se reeleito, terá que debater como consertar o STF e defendeu uma reforma do Poder Judiciário.

"Me preocupa e vamos ter que discutir como consertar isso. Como consertar a Suprema Corte? Ministros ligados indireta e diretamente.

A bronca [do Flávio] com Moraes não é pelo Master, mas pela prisão do pai", disse o candidato do PT. Lula também disse Moraes teve um papel "importante" no julgamento da trama golpista, em que atuou como relator, mas que "ninguém defende o contrato" milionário do Banco Master com a mulher do ministro do STF. "Moraes teve papel importante na manutenção da democracia, general preso, e presidente preso por golpe, articulavam minha morte, a do Alckmin.

Ninguém defende o contrato que ele [Moraes] fez com o Master, estamos defendendo que quem vai para Suprema Corte não pode querer ser rico", acrescentou Lula. Ele disse ainda que o STF precisa ter seriedade e ética e que tudo parece estar "apodrecendo" na Corte.