Audiência em Belém discute impactos da exploração de gás e petróleo na Foz do Amazonas Uma audiência pública foi realizada nesta quinta-feira (15) em Belém para discutir os possíveis impactos da exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, que inclui a Bacia da Foz do Amazonas e Marajó. O encontro na sede do Ministério Público Federal (MPF) reuniu pesquisadores, autoridades, movimentos sociais e também lideranças comunitárias de cidades marajoaras.

O encontro em Belém nesta quinta-feira foi promovido pela Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) com o objetivo foi ampliar a discussão sobre possíveis impactos da atividade petrolífera na região. 🔎 A Margem Equatorial brasileira é uma área do litoral brasileiro com potencial para exploração de petróleo e gás. A região se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abrange também o Pará, Maranhão, Piauí e Ceará.

A Petrobras anunciou a descoberta de petróleo na costa do Amapá. O poço fica no bloco FZA-M-59 da Margem Equatorial, localizado em mar aberto e distante cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.. A perfuração ocorre em águas ultraprofundas, a cerca de 2,9 quilômetros de profundidade.

A Petrobrás recebeu autorização do Ibama para perfuração de poços.

Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas Petrobras/Divulgação ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões em 15 poços na Margem Equatorial até 2030 Entenda o que é a Foz do Amazonas e o que especialistas apontam estar em risco Audiência sobre preocupação das comunidades Audiência foi realizada em Belém para discutir possíveis impactos da exploração de Petróleo na Margem Equatorial Valéria Martins/g1 Representantes de comunidades do Marajó participaram do encontro e destacaram o medo de que a atividade possa impactar nos modos de vida e nos direitos das populações tradicionais da região, que reclamaram da falta de consultas antes do início dos estudos para exploração.

Na audiência, foi apresentado também um protocolo de consulta coma intenção de que ele seja seguido nas possíveis futuras explorações também no Pará. Isso porque a Petrobrás avalia que a região pode se tornar uma nova fronteira energética do país. Poços exploratórios no litoral do Pará fazem parte da carteira de projetos e dos planos de negócios da companhia, mas ainda dependem de estudos e licenciamento ambiental.

“Nós temos oportunidades exploratórias dependendo de licenciamento ambiental previstas para o estado do Pará também. Por enquanto, ainda é uma pretensão e dessa parte ainda está em estudo”, informou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante visita a Belém. .

Durante a audiência, lideranças e representantes de organizações também defenderam maior participação das comunidades nas decisões sobre esses projetos. A bióloga, quilombola e integrante do Observatório do Marajó Bianca Barbosa afirmou que acompanha o caso desde 2017, quando estudos técnicos já apontavam a região como uma nova fronteira exploratória. Segundo o texto, ela tem percebido mudanças no território onde vive, em Salvaterra.

Além de discutir os possíveis danos ambientais e sociais, a audiência também defendeu mais participação das comunidades nas decisões sobre esses projetos. Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará