Resultado da votação no Rio depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral A Coligação "Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir", do candidato Eduardo Paes (PSD), entrou com uma petição na Justiça Eleitoral para denunciar a distribuição de panfletos que vinculam incorretamente a foto de Paes aos números 13 e 22, que não são de sua candidatura. “A análise do material evidencia a tentativa de confundir o eleitorado no momento da votação”, diz o documento.
“Ao estampar em letras garrafais e de destacada visibilidade a correlação entre Eduardo Paes e a legenda número 13, o material induz de forma premeditada o eleitor menos atento ou menos instruído a digitar o número 13 na cabine de votação para o cargo de Chefe do Poder Executivo Estadual”, acrescenta. Segundo a campanha, o material foi produzido em uma gráfica localizada no Centro de Niterói.
A coligação pediu uma busca e apreensão na gráfica, além de uma perícia para identificar a cadeia de produção e distribuição dos panfletos. A campanha também pediu que o Ministério Público Eleitoral (MPE) apure os fatos e que a distribuição do material seja proibida. A coligação solicitou ainda a aplicação de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Coligação pede investigação sobre panfleto de propaganda eleitoral Reprodução De acordo com o documento, a distribuição de material de propaganda irregular foi realizada a mando de oponentes políticos de Paes. Procurada pelo g1, a assessoria do candidato Douglas Ruas (PL) disse que não vai se manifestar. No dia da eleição, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) encontraram santinhos com a foto de Paes e o número 22, que pertence a Douglas Ruas.
Na ocasião, o tribunal informou que o MPE vai instaurar um inquérito policial para apurar o caso. Santinho de Eduardo Paes com número de Douglas Ruas foi encontrado por agentes do TRE-RJ em Nova Iguaçu Reprodução Número '13' para governador No domingo (4), mais de 204 mil eleitores digitaram e confirmaram o número 13 para governador do Rio de Janeiro e anularam seus votos no primeiro turno das eleições de 2026. Os dados são dos registros Digitais de Voto (RDVs) das 37.675 seções das 92 cidades fluminenses.
🔎 Os Registros Digitais de Voto (RDVs) são arquivos da urna eletrônica que guardam cada voto confirmado, separado por cargo, incluindo os números digitados nos votos nulos. Os registros são embaralhados para preservar o sigilo: não permitem identificar quem votou nem associar os votos de uma mesma pessoa para cargos diferentes. Douglas Ruas e Eduardo Paes Leandro Oliveira / TV Globo e Bruno Grubertt / TV Globo Ao todo, foram 204.309 votos com o número 13 anulados.
O 13 só ficou atrás do 00, confirmado em 344.840 votos nulos para governador. Na sequência aparecem: 12: 15.990 votos; 99: 10.702 votos; 15: 8.790 votos; 45: 8.204 votos; 11: 7.978 votos; 70: 7.294 votos; 25: 5.555 votos; 44: 4.144 votos. Os votos nulos com o número 13 equivalem a 74,5% da votação de Anthony Garotinho (Republicanos), terceiro colocado, com 274.411 votos, cuja validade depende de decisão do TSE sobre sua candidatura.
Também correspondem a 86,8% dos votos de William Siri (PSOL), quarto colocado, com 235.347. A quantidade supera, ainda, os votos dos cinco últimos colocados somados. Coronel Busnello (Missão), André Marinho (Novo), Juliete (UP), Cyro Garcia (PSTU) e Luan Monteiro (PCO) receberam, juntos, 181.097 votos.
O número 13 é usado por Lula (PT) na disputa presidencial, mas não correspondia a nenhum candidato ao governo do estado. Lula e o PT apoiaram o candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), que concorreu com o número 55. Mesmo se todos os votos nulos com o número 13 tivessem sido confirmados para o ex-prefeito, ele não venceria no primeiro turno e continuaria atrás de Douglas Ruas(PL).
🔎 Douglas Ruas (PL) ficou com 49,27% dos votos, e Eduardo Paes (PSD), com 42,76%, classificados para o segundo turno no Rio. Se tivesse todos os votos do número 13, Paes passaria de 3.706.984 para 3.911.293 votos, enquanto Ruas manteria seus 4.271.199. A diferença entre os dois cairia de 564.215 para 359.906 votos.
Outros números usados por candidatos à Presidência também apareceram entre os votos nulos para governador do Rio: 70, de Augusto Cury (Avante): 7.294 votos; 21, de Edmilson Costa (PCB): 2.885 votos; 35, de Wilson Grassi (Democrata): 1.306 votos; 27, de Clariana Barão (DC): 703 votos. Assim como no caso do 13, a coincidência dos números não comprova que os eleitores pretendiam votar nesses candidatos.
