MP denuncia oito suspeitos de esquema de vendas falsas em Araguaína Oito pessoas foram denunciadas por envolvimento em um suposto esquema de vendas falsas pela internet. Conforme o Ministério Público, foram movimentados mais de R$ 1 milhão e o crime teria causado um prejuízo de R$ 962,9 mil a uma instituição de pagamento. As vendas virtuais eram registradas em um bar de Araguaína, norte do estado.

Os suspeitos foram denunciados pelos crimes de fraude eletrônica, em continuidade delitiva, e lavagem de dinheiro. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.

📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Investigações apontaram que os suspeitos usavam dados de cartões de crédito de terceiros, obtidos ilegalmente, para simular as compras e receber antecipadamente os valores das transações. A quantia era retirada da conta comercial e transferida por Pix e TED antes que os titulares dos cartões contestassem as compras não reconhecidas.

O g1 solicitou informações ao PagSeguro, instituição de pagamento alvo dos golpes, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem.

LEIA MAIS Mulher ficou meses sem sair de casa após ex usar imóvel como garantia de dívida com agiotas no TO: 'Prisão domiciliar' Ex-namorado é condenado por trocar máquinas de cartão da empresa de mulher e desviar mais de R$ 260 mil MP denuncia grupo por vendas falsas na internet que causaram prejuízo de quase R$ 1 milhão a instituição de pagamento Reprodução/TV Anhanguera Depois de receber os valores, os suspeitos transferiam o dinheiro para diferentes contas bancárias a fim de dificultar a identificação da origem da movimentação e de seus destinatários.

As transações foram feitas entre junho e julho de 2023. Nesse período, a instituição de pagamento teria solicitado os comprovantes das vendas, mas nada foi apresentado. Na denúncia, o MPTO pediu indenização por danos materiais no valor de R$ 962.984,51 para a instituição de pagamento, além da perda de bens, direitos e valores considerados incompatíveis com os rendimentos lícitos dos quatro principais beneficiários apontados na denúncia.

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