O empresário Caio Santomo, fundador e presidente da CSX Holding, se reuniu com o designer Hans Donner para uma conversa sobre inovação, criatividade e novas possibilidades de projetos envolvendo arte, arquitetura, design e a percepção do tempo. Responsável por algumas das imagens mais reconhecidas da história da televisão brasileira, Donner construiu uma trajetória marcada pela criação de identidades visuais e pela experimentação com tecnologia, movimento e novas formas de representar o tempo.

O encontro teve como objetivo aproximar visões e explorar conceitos que, futuramente, possam ganhar aplicações em projetos que conectem criatividade, arquitetura e experiências. “O Hans faz parte da memória visual do Brasil. Estamos falando de alguém que conseguiu transformar design em identidade e fazer com que suas criações atravessassem gerações.

Nossa conversa foi justamente sobre olhar para frente, entender novas possibilidades e pensar até onde essa linguagem pode chegar”, afirma Caio Santomo. Caio Santomo e Hans Donner CSX Holding Da identidade visual à criação de experiências Nascido na Alemanha e criado na Áustria, Hans Donner chegou ao Brasil na década de 1970 e ingressou na TV Globo em 1975. Sua trajetória passou a integrar a própria evolução da identidade visual da televisão brasileira.

Ao longo de sua carreira, esteve por trás de logotipos, vinhetas, cenários e aberturas que marcaram gerações, incluindo trabalhos para o Fantástico e outras produções da emissora. Sua atuação também contribuiu para a consolidação da computação gráfica como ferramenta de criação e comunicação visual no país. Mais do que produzir imagens reconhecidas pelo público, Donner desenvolveu uma linguagem capaz de associar movimento, tecnologia e identidade a experiências visuais duradouras.

Para Santomo, essa capacidade de transformar conceitos em referências culturais abre espaço para discussões que ultrapassam os limites tradicionais do design. “Quando você olha para o trabalho do Hans, percebe que ele nunca esteve simplesmente desenhando uma marca ou uma abertura. Existe conceito, existe visão de futuro e existe uma preocupação muito grande com aquilo que permanece na memória das pessoas.

Isso conversa diretamente com a forma como enxergamos projetos que precisam ter identidade própria”, destaca. O tempo como elemento de criação Entre os temas abordados durante o encontro esteve a relação entre design e tempo, conceito que Hans Donner pesquisa há décadas e que ganhou expressão em projetos como o Time Dimension.

A proposta explora novas maneiras de representar visualmente a passagem das horas, utilizando elementos gráficos, movimento, luz e diferentes percepções visuais para reinterpretar a leitura convencional do tempo. Essa visão despertou uma reflexão sobre como conceitos originalmente desenvolvidos no universo visual podem ganhar novas dimensões em ambientes físicos, dialogando com arquitetura, arte e experiências. “O tempo é provavelmente o ativo mais valioso que temos.

Quando você começa a pensar nele como parte de uma experiência, e não simplesmente como uma medida, abre um universo enorme de possibilidades. Foi uma das conversas que tivemos: como arte, arquitetura, design e tempo podem conversar dentro de um mesmo conceito”, afirma Santomo. À frente da CSX Holding, Caio Santomo tem defendido uma visão empresarial orientada à construção de valor, identidade e resultados de longo prazo.

Nesse contexto, a aproximação com profissionais de diferentes áreas criativas representa uma oportunidade de ampliar perspectivas sobre a concepção de projetos e a relação entre espaços, pessoas e experiências. Da criação visual aos espaços físicos Uma das possibilidades discutidas durante o encontro envolve a aplicação de conceitos artísticos e visuais em ambientes reais, especialmente em projetos nos quais arquitetura, identidade e experiência possam estabelecer uma conexão.

Na avaliação de Santomo, empreendimentos imobiliários e turísticos podem ir além de seus atributos físicos e funcionais, incorporando elementos capazes de gerar reconhecimento, pertencimento e memória. A proposta, entretanto, não está relacionada à simples associação de uma assinatura reconhecida a um empreendimento, mas à possibilidade de construir conceitos com identidade e significado próprios. “Não me interessa colocar um nome em uma fachada.

O que me interessa é conceito. Se um dia avançarmos para alguma coisa juntos, precisa existir uma razão para aquilo existir, precisa trazer experiência, arte e significado. Caso contrário, não faria sentido”, afirma Caio Santomo.

O empresário ressalta que as conversas permanecem em uma etapa inicial de troca de ideias e que não existe, neste momento, parceria formalizada ou empreendimento anunciado a partir dessa aproximação. Uma aproximação com olhar para o futuro O encontro entre Caio Santomo e Hans Donner reforça a importância do diálogo entre diferentes áreas do conhecimento como ponto de partida para novas possibilidades criativas e empresariais.

Para Santomo, a oportunidade de trocar experiências com um dos nomes mais reconhecidos do design brasileiro representa, sobretudo, um exercício de visão de futuro. “Alguns encontros servem para fechar negócios. Outros servem para abrir possibilidades.

Essa conversa abriu possibilidades. E quando você está ao lado de alguém que dedicou uma vida inteira a pensar o futuro através do design, naturalmente surgem ideias que merecem ser exploradas”, conclui Caio Santomo.