Navanethem 'Navi' Pillay é a vencedora do Nobel da Paz Ao saber que foi escolhida para receber o Prêmio Nobel da Paz 2026, a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos, alfinetou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e se disse surpresa.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ovacionada no Palácio de Justiça de Nuremberg, na Alemanha, onde estava nesta sexta-feira (9), Pillay brincou que, se os presentes aplaudissem mais, "talvez eu divida esse prêmio com [Donald] Trump". Ela também brincou sobre o fato de ter ficado surpresa com sua premiação. "Sendo advogada e juíza, eu ainda quero verificar essa informação [do prêmio Nobel]", disse.

"Acho muito apropriado estar aqui com amigos e colegas, todos comprometidos com a defesa dos direitos humanos. A última coisa que fiz foi entregar o relatório sobre Gaza, classificando o que está acontecendo lá como genocídio. Uma das principais reações a esse relatório foi uma homenagem à minha coragem.

E vocês podem imaginar como fiquei surpresa. Por que seria necessário ter coragem para dizer a verdade? Você interpreta a lei, analisa todos os fatos.

Trata-se, portanto, de uma tomada de decisão imparcial. Muito obrigada, de verdade. Espero que isso [Nobel da Paz] não seja uma brincadeira, foi tudo o que eu disse [ao comitê]", afirmou Pillay.

Veja no vídeo abaixo: Initial plugin text Ela disse também que atualmente ela atua como juíza em um processo movido pela Gâmbia contra Mianmar, e disse que não pensa em parar no momento apesar de ter 85 anos. Obviamente, não posso interromper meu trabalho em apoio à Academia dos Princípios de Nuremberg, por causa das pessoas que encontramos aqui. Mas, de verdade, muito obrigada.

Espero que isso não seja uma brincadeira, então. Foi tudo o que eu disse. Vencedora do Nobel da Paz 2026 Navi Pillay em 2011, quando era Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos REUTERS/Valentin Flauraud/Foto de Arquivo Navanethem "Navi" Pillay venceu o Prêmio Nobel da Paz 2026.

Ela foi laureada "por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional", afirmou o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes.

Em sua atuação jurídica de décadas, Pillay: garantiu que Nelson Mandela tivesse acesso a um advogado quando ele estava preso durante o Apartheid; se tornou a primeira mulher não branca na Suprema Corte da África do Sul; julgou o genocídio em Ruanda; chefiou a área de direitos humanos da ONU; presidiu o comitê contratado pela ONU que determinou que Israel cometeu genocídio em Gaza. Leia mais sobre quem é ela.

"O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes ao longo de sua extensa carreira. Nascida em uma família de origem tâmil indiana, durante o apartheid, em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no campo jurídico, enfrentando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão", afirmou Frydnes. Pillay foi a 21ª mulher a ser laureada com o Nobel da Paz, de um total de 144 vencedores.

Além de uma medalha de ouro com o perfil de Alfredo Nobel, fundador do prêmio, Pillay também receberá 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões). Esta repor