Acusado de participar da morte de médico em boate em Imperatriz é condenado a 18 anos Ricardo Pereira da Silva, conhecido como Ricardo Barbalho, foi condenado a 18 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pela participação na morte do médico Bruno Calaça, assassinado em julho de 2021 dentro de uma boate em Imperatriz, a 629 km de São Luís. O julgamento durou cerca de 15 horas e terminou na manhã desta sexta-feira (25), no Fórum de Justiça da cidade.
O juiz Glender Malheiros determinou que Ricardo comece a cumprir a pena imediatamente. Ele também foi condenado a pagar indenização mínima de R$ 10 mil à família de Bruno. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Acusado de participar da morte de médico em boate é condenado a 18 anos Reprodução/TV Mirante Com a decisão, Ricardo se tornou o segundo acusado condenado pela morte do médico.
Em janeiro de 2025, o ex-policial militar Adonias Sadda, que efetuou o disparo contra Bruno, recebeu pena de 23 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. O júri começou com atraso e sem a presença o réu. Os advogados de defesa tentaram adiar, alegando a ausência de duas testemunhas, mas o juiz decidiu manter o julgamento e Ricardo compareceu ao Fórum.
Mais de cinco testemunhas de acusação foram ouvidas, além da família de Bruno. Segundo informações apuradas pela TV Mirante, o Conselho de Sentença reconheceu que Ricardo participou da abordagem contra Bruno e que a vítima foi atacada sem possibilidade de se defender. Relembre o crime VÍDEO: momento em que médico é baleado por soldado da PM em Imperatriz Bruno Calaça foi morto em 26 de julho de 2021, durante uma festa em uma boate localizada na Avenida Beira Rio, em Imperatriz.
Câmeras de segurança registraram momentos que antecederam o assassinato e também a ação (veja acima). As imagens mostram Ricardo ao lado de Adonias Sadda e do empresário Waldex Cardoso antes da abordagem contra Bruno. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Maranhão, Ricardo teria instigado e participado da ação.
Nos registros, Bruno aparece sendo revistado por Ricardo, que procurava uma suposta arma. Nenhuma arma foi encontrada com o médico. Depois de uma reação de Bruno durante a abordagem, Adonias fez o disparo que matou a vítima.
No julgamento, a defesa sustentou que Ricardo não participou diretamente do assassinato e que não tinha como prever que Adonias atiraria contra Bruno. O Ministério Público, por outro lado, afirmou que as provas reunidas ao longo da investigação demonstravam a participação de Ricardo no homicídio. Ao longo de mais de cinco anos, Ricardo Pereira chegou a ficar preso por 45 dias, mas foi liberado por habeas corpus.
Há dois meses, foi expedido um mandado de prisão contra ele, que passou a ser considerado foragido da Justiça, mas ao dar entrada no Fórum foi decretada a prisão. Ao ler a sentença, o juiz Glender Malheiros também ressaltou os efeitos da morte sobre a família de Bruno. Segundo informações apresentadas durante o julgamento, a mãe do médico faz acompanhamento psiquiátrico desde a morte do filho.
Segundo condenado pelo crime Ex-PM Adonias Sadda foi indiciado pela morte de Bruno Calaça (à direita) Arquivo pessoal Adonias Sadda, que era policial militar na época do assassinato, foi condenado em janeiro de 2025 por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena aplicada foi de 23 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Ele cumpre a condenação no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
Adonias foi expulso da Polícia Militar do Maranhão em 2021. O empresário Waldex Cardoso também responde no processo. Segundo a acusação, ele teria ajudado Adonias a deixar o local depois do disparo.
Waldex responde pelo crime de favorecimento pessoal.
